01/10/2008 PORNO TAPADOS
A diesel pagou um boquete para um projeto espanhol, chupou mesmo, e pode parecer baixaria mas são os conceitos mesmo. Trata-se do trabalho de Paloma Blanco, pinturas feitas em cima de revistas pornográficas, descontextualizando o tema do sexo, publicadas em uma revista chamada Porno Tapados pela Belleza Infinita Publicaciones. O viral, q é sexualmente transmissível, foi feito para divulgar os 30 anos da marca. Que baixaria, nem divulgaram as origens do trabalho, nem um crédito para o trabalho original da moça…
14/05/2008 a RE-CRIAÇÃO dos TIPOS
A um tempo atrás eu vi uma animação simpática onde um célebre diálogo do Pulp Fiction era reproduzido basicamente com tipografia (e com o som original claro). Agora me surpreendi ao ver na Internet uma porrada de outros diálogos famosos de filmes famosos com esse famoso estilo. Estilo esse criado, vai saber por quem, mas tem um registro mais antigo do que com certeza da minha referência de 2003 da MK12, “Brazil Inspired: Macho Box”. Desses novos devo dizer que muitos são péssimos, mas muuuuuuuuuuuitos mesmo!!! É horrível, porque é uma decepção atrás da outra, eu num acho que devemos sempre sermos inéditos, mas se vamos copiar algo, devemos apresentar pelo menos uma boa qualidade, agora então porque fazer algo que não é uma idéia original de uma forma mais tosca da que foi feita anteriormente? E o tosco nesse caso não é intencional, podem acreditar! O problema disso tudo é o famoso Motion Graphics que eu tanto critico, apesar de trabalhar com isso, acho banal o modo como os profissionais desse mercado estão lidando com esse tipo de questão. Daqui a pouco esse tipo de recurso de tipografia animada pode virar plug-in e ser usado em um vídeo de casamento! Já imaginou isso? Não vejo com bons olhos a quantidade de merda achada na net quando procuramos a palavra motion design, ou motion graphics… Nós designers somos responsáveis pelo que criamos e pelas pessoas que nos vêem, e então devemos agir como tal, com RESPONSABILIDADE! Temos muitos olhos que observam nosso trabalho, e isso agrega valor a ele, e nada mais!
Já diria Vicente Gil no seu livro (A Revolução dos Tipos) “A grande transformação tecnológica foi a de facilitar um número infinito de experimentos, contribuindo para o desenvolvimento de novas linguagens, de novas posturas e, principalmente, o desenvolvimento de linguagens próprias e particulares de cada designer”
09/05/2008 artigo para jornal “o povo”
UMA pequena ANATOMIA DA SPECIMEN ART
por Gabriel BitarSpecimen Art, nomenclatura usada pelo pesquisador John Naisbitt no livro High Tech - High Touch, 1999. Usada para designar artistas que utilizam o corpo (humano ou animal) e seus derivados como matéria prima ou suporte para seus trabalhos.
A arte choca, e segundo muitos artistas, essa é uma de suas funções: gerar questionamento, discussões. Damien Hirst, um dos principais artistas vivos, e o mais bem pago atualmente, diz irônico “afinal de contas, você quer apenas alegrar as paredes das pessoas”. A Specimen Art choca simplesmente porque existem muitos tabus em relação ao nosso corpo e à morte. Somos feitos basicamente de água, de fluidos, e temos muito nojo disso. Urina, sangue, saliva, todos líquidos que produzimos são tidos por estes artistas como possível matéria prima, mas não necessariamente para a “belas artes”. O que é belo inclusive? Ou o feio? O que é natural, anormal? Esses artistas estão menos preocupados com os aspectos culturais, e mais com o que é real. “Se olhar para essas imagens faz com que seja mais fácil para nós olhar para o aspecto real dos erros da natureza, então terei aumentado a nossa percepção de que a verdadeira feiúra no mundo vem de nós – e não de fora” diz a fotógrafa Nancy Burson.
Marc Quinn, conhecido pela obra “Self” onde utilizou o próprio sangue na modelagem da imagem de seu rosto, recentemente gerou polêmica em Londres ao executar uma escultura. A obra de 3,5m de altura apresenta a imagem de uma deficiente física nua e grávida, disposta ao lado de outras estátuas de personalidades importantes da cidade. Segundo o artista, “A escultura grega clássica foi mutilada de alguma maneira”. Observa ainda que as pessoas não se sentem desconfortáveis quando vêem uma estátua da antiguidade grega, mas sim quando vem um mutilado ou um deficiente físico na rua.
Para a artista Marina Abramovic, manter o corpo e a alma juntos é sinônimo de vida. A performance, que foi uma das primeiras manifestações artísticas a pensar o corpo enquanto suporte, teve seu auge entre os anos 1970 e 1980 e vem sendo reciclada constantemente como explica Abramovic para a Revista E do SESC. “Nos anos 70, a performance era muito conceitual, muito relacionada ao corpo e à moda. Nos anos 80, ela passou a acontecer principalmente dentro das galerias de arte e, por isso, estava relacionada às vendas que aconteciam dentro desse espaço - que é feito para isso mesmo, vender o que estava exposto ali. Mas não é essa a sua função, por isso ela teve de sair desses espaços e foi para os clubes noturnos, depois para o teatro, para o museu, voltou para a dança. Por isso, gosto de pensar na performance como uma fênix [ave mitológica que se deixava queimar num braseiro para depois renascer das próprias cinzas]. Ela está sempre queimando, morrendo e renascendo - de uma maneira diferente, com formas diferentes. Nos anos 90, ocorriam muitas performances também, mas não eram pensadas para ser realizadas diante de uma platéia; logo, foram rejeitadas pelos museus.” Abramovic conhecida pela genialidade, simplicidade, e polêmicas que causou, que inclusive lembram muitos comentários feitos sobre a obra “Exposicíon Nº1” do Costa-riquenho Habacuc (em que, supostamente, durante uma instalação deixou um cachorro literalmente morrer de fome). A opinião pública é unânime: porque ele não fez isso com ele mesmo? Provavelmente funcionaria melhor. Abramovic realizou inúmeras performances onde se autoflagelava, ou ainda onde deixava que o público optasse por isso e ele mesmo implicasse danos físicos à artista, e assim o fizeram. Há ainda registro de suicídios em algumas performances mais radicais na década de 80. Que os artistas queiram usar o próprio corpo como forma de expressão é aceitável, mas usar o corpo alheio em um protesto pessoal, sem consentimento do outro, acredito que não, foge do aspecto do protesto e esbarra em questões éticas. A artista, pesquisadora e professora da Universidade de Caxias do Sul (RS) Diana Domingues, especializada em arte contemporânea, disse para o site G1, “em qualquer campo da atividade humana deve haver respeito à ética. A própria arte cobra esse respeito”. Disse sobre a instalação de Habacuc.
A morte da arte, ou, a morte na arte?
O tabu da morte é tido como o principal, o mais forte, mais intenso tabu nos dias atuais. Teve seu surgimento no renascimento, com a descentralização de Deus, colocando o homem no centro do universo e de todas as coisas: o nascimento da noção de indivíduo. “Na Idade Média, as sepulturas ficavam na igreja estando ao mesmo tempo no centro da vida social”, analisa o antropólogo Jose Carlos Rodrigues professor da PUC RJ, autor do livro O Tabu da Morte. “Estamos reconhecendo o espírito da morte? Ou estamos barganhando com a tecnologia em troca de tempo?” Questiona Marc Quinn.
Andres Serrano, fotógrafo nova-iorquino, realizou uma série de fotografias intituladas The Morgue (O Necrotério), onde traz inúmeras fotografias tiradas com o fino filme fotográfico cibachrome de alta definição, fotografias impecáveis, no aspecto técnico excepcionalmente belas. Fotografou com os sentidos a flor-da-pele, entre outras, Pneumonia Due to Drowning III (Pneumonia Devido à afogamento III). A imagem do close de uma pequena mão de criança, solta, como em um momento de sono, repousa levemente sobre um tecido de algodão roxo-claro (muito comum em enxovais), uma pequena ferida no dorso que chama atenção pela simplicidade, como uma marca de nascença ou um carimbo, uma ferida simples, desviando a atenção do verdadeiro motivo da morte. A pele rosada, aparentemente viva, mas devidamente etiquetada no pulso.

24/04/2008 Sobre o Desing Experimental
Ao contrário do que pensam, o design experimental não está tão ligado assim ao experimentalismo.
A indústria mundial não consegue mais competir com a indústria chinesa por conta da produção barata, buscando então um outro diferencial, o diferencial do conteúdo. No caso de um objeto industrial, o design: de interface, gráfico, volumétrico… O design vem ganhando novos títulos e definições, design é líquido, não é sólido, ele espalha, vaza, flui, preenche, enche, ele não congela, não evapora. Qual a diferença entre um Ipod e um MP3 Player chinês, senão o Design. Os grafismos conduzem o olhar para dentro da informação, ele deixa de ser visual, passa a ser sentido, a exemplo das novas publicidades (que estão saindo de Londres), onde os outdoors crescem de plantas, tem cheiros, mudam conforme o clima e estimulam mais que o sentido da visão. O Design agora é comunicação, e não mais trabalha para ela, dando então margem a vários tipos de leitura, como um texto ou uma obra de arte, ele faz sentido por si só, traz informações próprias, existe independentemente.
O Design proporciona mais que um suporte visual, ele então passa a transmitir experiências sensoriais além da visão, por isso o nome de Design Experimental. Não vem do substantivo-rótulo de experimentalismo, mas sim do verbo-vivo-sentido de experimentar. Experimente!
15/04/2008 Bjork - Wanderlust
É incrível como os 3ds de hoje tentam a todo custo não parecer 3d… Bjork - wanderlust …ganha quem deixar com menos aparência de 3d possível. Os fundos lembram as gravuras de Hokusai, a água hora parece anime japonês, hora fios de lã. Animação que reune em uma só estética vários estilos diferentes. É nisso que consegue ser original, num me lembro de ter visto uma animação assim, com essa cara.
08/01/2008 Clip Normal (a retomada)
após longa pausa…………………………………retomo o projeto do clip.
Aqui me deparei com um grande problema. Gravamos a cena com diversas câmeras e algumas delas com movimento, e são justamente essas que não estou conseguindo usar, pois quando a o personagem está em primeiro plano, o fundo azul não traz nenhum elemento para trakear a camera. A única maneira então é usar cenas captadas no tripé: estáticas. Como essa.
Veja aqui a cena do guardião de olhares interpretada pelo Seu Luís. Tomada de close usada no final do clip como flashback.
05/09/2007 Desenvolvimento do filme da Sagamotors
Veja a comparação do telecine com o arquivo finalizado, clique aqui.
Plano sequência original telecinado e establizado:

Passaros para ajudar na passagem do 3d para o filme:

O dia vira noite, como se fosse um interruptor:
StyleFrame da assinatura:
07/06/2007 Clip de NORMAL
Projeto atual, clip da música “Normal” de Marcelo Mesquita, fizemos a captação esses dias com uma HVX-200 da panasonic, em hdv. Em alta resolução é possível montar um clip em plano sequência mesmo sendo filmado em takes separados.
Imagens do set:



A única coisa captada foram os atores e as portas, o resto é grafismo digital.

Style Frame das Cenas dos Olhos:

Estudos do quarto, ainda falta colocar os objetos na mesa e arrumar um pouco o traking. Veja o vídeo


Depois dessa tomada, a camera entra dentro de uma caneta bic, esse é um estudo feito em 3D. Veja o vídeo


Uma cena romantica, e nesse caso, bem kitsch. Quase uma cena defaut de beijo, e vai piorar um pouco ainda. Ainda falta o inusitado.
O render está dando muito problema, falta de memoria do after, então o video ficou com uns defeitos especiais: veja o vídeo

04/05/2007 A Árvore Generosa
Finalmente fiquei um pouco satisfeito com o movimento das folhas, usei uma simulação de tecido para balançar as folhas com o vento.
Para quem não reconheceu a musica, o nome dela é “Dead Already”, trilha sonora do Beleza Americana. Eu escolhi essa música porque assim como o personagem do filme este é um projeto q já sabe q vai morrer no final. Eu preciso dos direitos de liberação da obra para poder lançar o curta, e não sei se vou conseguir.
06/03/2007 Estudo para o curta Cor de Mídia
A animação fala basicamente sobre cores, e sistemas cromáticos.
CENARIOS
Apenas modelagem e iluminação, ainda falta colocar a textura:

Este é um teste dos testes, estou tentando deixar a impressão de usar um campo focal sem desfoque, mas com qualidade. Então quanto mais longe da lente, menor a qualidade da imagem:




















