14 de Maio, 2008 a RE-CRIAÇÃO dos TIPOS

A um tempo atrás eu vi uma animação simpática onde um célebre diálogo do Pulp Fiction era reproduzido basicamente com tipografia (e com o som original claro). Agora me surpreendi ao ver na Internet uma porrada de outros diálogos famosos de filmes famosos com esse famoso estilo. Estilo esse criado, vai saber por quem, mas tem um registro mais antigo do que com certeza da minha referência de 2003 da MK12, “Brazil Inspired: Macho Box”. Desses novos devo dizer que muitos são péssimos, mas muuuuuuuuuuuitos mesmo!!! É horrível, porque é uma decepção atrás da outra, eu num acho que devemos sempre sermos inéditos, mas se vamos copiar algo, devemos apresentar pelo menos uma boa qualidade, agora então porque fazer algo que não é uma idéia original de uma forma mais tosca da que foi feita anteriormente? E o tosco nesse caso não é intencional, podem acreditar! O problema disso tudo é o famoso Motion Graphics que eu tanto critico, apesar de trabalhar com isso, acho banal o modo como os profissionais desse mercado estão lidando com esse tipo de questão. Daqui a pouco esse tipo de recurso de tipografia animada pode virar plug-in e ser usado em um vídeo de casamento! Já imaginou isso? Não vejo com bons olhos a quantidade de merda achada na net quando procuramos a palavra motion design, ou motion graphics… Nós designers somos responsáveis pelo que criamos e pelas pessoas que nos vêem, e então devemos agir como tal, com RESPONSABILIDADE! Temos muitos olhos que observam nosso trabalho, e isso agrega valor a ele, e nada mais!

Já diria Vicente Gil no seu livro (A Revolução dos Tipos) “A grande transformação tecnológica foi a de facilitar um número infinito de experimentos, contribuindo para o desenvolvimento de novas linguagens, de novas posturas e, principalmente, o desenvolvimento de linguagens próprias e particulares de cada designer


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